Faltam 80 dias para o Rali de Portugal: quando Dani Sordo se estreou no nosso País…

Por a 24 Fevereiro 2025 09:17

Dani Sordo estreou no Rali de Portugal em 2005, há precisamente 20 anos, mostrando desde logo, na prova do ACP, que era na altura candidata ao Mundial de Ralis, porque já era o ‘protegido’ de Carlos Sainz, impondo-se facilmente entre os S1600, terminando a prova em quinto da geral.

Foi a primeira vez que competiu contra Armindo Araújo, Ricardo Teodósio, José Pedro Fontes e Pedro Meireles. Este ano, 20 anos depois, volta a competir contra eles no CPR 2025.

Na primeira vez que correu no Rali de Portugal, há precisamente 20 anos, Dani Sordo provou por que razão era considerado um dos mais jovens promissores pilotos espanhóis da altura, sendo por muitos apontado como um sério candidato ao título do JWRC. A pouco mais de um mês de completar 23 anos, nessa altura, Dani Sordo tinha feito a sua estreia no Mundial há apenas duas temporadas, no Rali da Catalunha de 2003, tendo cumprido apenas a sua quinta participação na competição no Rali de Monte Carlo de 2005, onde por pouco falhou uma presença no pódio da sua classe. Tão ou mais impressionante quanto isso era pensar que, no Algarve, disputou apenas o seu primeiro

rali de terra com o Citroen C2 S1600, dos cinco que já tinha completado em toda a sua curta carreira – na altura – ao volante de um carro de Produção. Se mais dúvidas houvessem quanto ao seu enorme valor, por certo que o espanhol as dissipou nesse fim de semana. Nesse mesmo ano, 2005, acabou por vencer o Júnior WRC (JWRC) depois de triunfar em quatro ralis, Itália, Finlândia, Alemanha e Espanha.

Daí para cá, Dani sordo venceu três ralis do WRC, Alemanha 2013, Sardenha em 2019 e 2020. foi em 2008 e 2009 terceiro no Mundial de Ralis, numa carreira que durou no WRC até 2024, e aindap oderá fazer mais provas nos Rally1 este ano.

Dani Sordo começou no motocross aos 12 anos, mas destacou-se foi nos ralis, karting e carros de turismo. Estreou-se no WRC no Rali da Catalunha em 2003 e venceu o Campeonato Espanhol Júnior em 2003 e 2004. Em 2005, conquistou o título mundial júnior (JWRC) com a Citroën. Em 2006, passou a pilotar o Citroën Xsara WRC, obtendo quatro pódios e o quinto lugar no campeonato de pilotos.

De 2007 a 2010, foi piloto oficial da Citroën ao lado de Sébastien Loeb, acumulando diversos pódios, mas sem vitórias. Em 2011, juntou-se à MINI, conseguindo alguns pódios, e em 2013 regressou à Citroën, onde venceu seu primeiro rali no WRC na Alemanha.

Em 2014, mudou-se para a Hyundai, onde se manteve como piloto em part-time, conquistando vitórias no Rali da Sardenha em 2019 e 2020.

Em 2021, renovou com a Hyundai para a temporada de 2022, alcançando seu 50º pódio no WRC no Rali da Catalunha. Ao longo de sua carreira, destacou-se pela consistência e grande ritmo em asfalto, sendo hoje em dia um dos pilotos mais experientes e fiáveis do WRC.

Voltando à sua estreia em Portugal, cumpriu no Rali de Portugal de 2005 a sua primeira prova em pisos de terra aos comandos do C2 S1600, e Sordo não encontrou quaisquer dificuldades para se impor à restante concorrência na classe, cometendo mesmo a proeza de colocar o Citroen na quinta posição absoluta. Sem qualquer deslize, apesar da rapidez com que enfrentou os 12 troços, o espanhol mostrou-se verdadeiramente inacessível, provando porque razão é dos principais candidatos ao título da JWRC. Pena foi que o prometido duelo com o Suzuki de Kosti Katajamaki só tenha durado duas classificativas, dado que o finlandês não escapou à onda de desistências do primeiro dia, acabando fora de estrada na estreia do Ignis S1600 em Portugal.

No plano nacional, a Renault voltou a provar que tem os melhores argumentos, nomeadamente em termos de fiabilidade, colocando José Pedro Fontes e Pedro Matos Chaves nos dois restantes lugares da classe. Contudo, e tal como já havia acontecido na primeira prova, os dois pilotos voltaram a ser surpreendidos pela Peugeot na fase inicial, em parte devido a uma escolha de pneus menos acertada para as segundas passagens! Com Miguel Campos a abdicar bem cedo desta luta, após a quebra de uma transmissão, seria Bruno Magalhães a surpreender, seguindo de novo na frente dos dois Clio quando um problema da caixa o forçou a um inglório abandono, logo durante uma ligação. Pior mesmo foi a prova de Adruzilo Lopes, interrompida logo no final da primeira secção devido à quebra da caixa de velocidades do C2

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