Depois de ter estado muito perto, o finlandês Mikkola subiu pela primeira vez ao lugar mais alto do Rali de Portugal. Carlos Torres foi o melhor português
Hannu Mikkola conseguiu finalÂmente chegar à vitória no Rali de Portugal. A ausência da Fiat perÂmitiu à Ford algo que se assemelhou a um calmo passeio em solo luso, que assegurÂou a dobradinha com Bjorn WaldegÃ¥rd. Durante a década de 70, o ‘Vinho do Porto’ amadurecera ao sabor das reformas que o paÃs atravessava.
O ‘melhor rali do mundo’ cimentava a sua imÂportância num Portugal carente de feitos asÂsinaláveis que projetassem a sua imagem fora de portas. Apesar das infra-estruturas do paÃs não permitirem um melhor aproveitamento, o evento potenciava o desenvolvimento turÃstiÂco, cumprindo os objetivos propostos junto dos patrocinadores. Cá dentro, há muito, conquistara o coração dos portugueses. Por onde passava, era recebido por uma moldura cujo entusiasmo superava por vezes a consciência do perigo e a segurança começava a ser um problema para a organização. O rali começava a pagar a fatura do seu próprio êxito…
Perante a ausência da Fiat, esperava-se um passeio dos Ford Escort RS e foi exatamente isso o que aconteceu. Inscrita com três carros, a marca da oval azul conseguiu mesmo uma dobradinha com Hannu Mikkola a impor-se a Bjorn WaldegÃ¥rd, enquanto Ari Vatanen voltava a não chegar ao fim. No último lugar do pódio, ficaria, uma vez mais, Ove Andersson, aos coÂmandos de um Toyota Celica, enquanto Carlos Torres era, de novo, o melhor representante das cores nacionais.