GP do Canadá: A minha análise

O mundo está louco e a F1 tambem!!! Sete provas, sete vencedores diferentes com Hamilton a ganhar finalmente, Perez a voltar ao pódio com o Sauber e com a estratégia a desempenhar papel vital, sobretudo no sempre emocionante grande prémio do Canadá, ressalvo... o meu evento preferido do calendário e um cenário muito acarinhado no seio da F1 que proporciona sempre grandes corridas e espantosos resultados quer seja com chuva ou em seco.

Que Corrida

Penso que foi exemplar a forma como Hamilton e a Mclaren geriram esta corrida face aos adversários diretos, sendo que Vettel foi o primeiro a sucumbir. Depois Alonso deu um ar da sua graça mas de imediato Hamilton repôs a ordem naquela que foi a manobra vital para esta vitória e para esta história. A partir dai foi a estratégia que se revelou a mais acertada para que Hamilton vencesse enquanto Alonso e Vettel passavam por enormes dificuldades e algumas exitações.

Estratégia e homens da corrida

Sem duvida a estratégia foi um dos pontos cruciais deste grande prémio e nesse particular sobressairam os carros e pilotos que melhor poupam pneus. Não deixa de ser curioso que estratégias que para uns resultaram, para outros teriam sido (ou foram mesmo) falhanço total. Ainda assim, fica claro que a estratégia adotada por Perez e Grojean foi vencedora pois das duas formas deu os seus frutos aos respetivos pilotos. Grojean arrancou com macios e depois fez enorme stint com os mais duros e Perez... fez o contrário, com ambos a fazerem excelente ponta final e a terminarem muito perto entre si mas tambem de Hamilton. Ainda assim sublinhe-se a recuperação fantástica de 12 lugares feita por Perez assim como a sua brilhante luta com Rosberg e Massa para no final regressar ao pódio e começar a ser um habitué nestas lides com honras de ver os seus festejos via rádio serem exibidos na volta de consagração. Pode não ir para a Ferrari (já) mas é um valor estabelecido! Atente-se tambem como Sauber e Lotus que pareciam ser os elos mais fracos do primeiro pelotão para esta corrida na sexta e sábado, foram afinal duas equipas protagonistas nesta tarde de Domingo, batendo os melhores... exceto o furioso Hamilton.

As pechas

Aqui há que criticar claramente Ferrari e Red Bull que falharam estrondosamente ao acreditar que naquele ritmo podiam almejar uma só paragem para Alonso e Vettel. No final foi o que se viu! Ainda assim a Red Bull ainda teve um rasgo de inteligência e fez entrar Vettel quando percebeu o erro montando-lhe os macios e poupando-o à queda na classificação o que não só o fez perder menos tempo como lhe permitiu voltar ao ataque e ainda ir buscar Alonso embora Grosjean e Perez tenham sido batalhas perdidas pelo meio. Mas sublinhe-se que Vettel em menos de 10 voltas recupera ao Alonso o tempo de 1 stop. Assinalável de como aquela estratégia foi má.

Desilusões e estratégias sui géneris

Não percebi claramente as estratégias de Webber e Button mas foram claramente apostas estranhas e falhadas, muito embora no caso do britanico este tenha estado claramente mal todo o Fim de Semana, sendo uma das desilusões da corrida sobretudo olhando para Hamilton. Que se passará com o Jenson, habitualmente tão perspicaz nestas pistas complicadas onde gestão e estratégia são imperativas??? Mas quem desilude mesmo é Massa com mais um erro a por em causa corrida que podia ter sido promissora pois vinha com estratégia diferente face a Alonso e o Ferrari estava competitivo nesta pista.

Não se percebe

Não se percebe a Mercedes. Continuam com problemas de pneus, falham estrondosamente na estratégia e têm imensos problemas sobretudo no carro de Schumacher (que fez excelente ultrapassagem a Kobayashi logo a seguir devolvida pelo Japonês). Há que melhorar mas olhando ao campeonato de construtores a distancia já começa a ser preocupante.

Parentisis a Raikkonen

Raikkonen com a mesma estratégia de Perez e com estratégia invertida face a Grojean ficou apenas em oitavo, perdendo muito tempo para Rosberg e Perez após a primeira paragem e não conseguindo dar conta de um pacifico Webber quando este saiu das boxes na sua frente mas com o composto menos competitivo em utilização. Esperava mais e chegou a prometer mais a ainda assim boa corrida do Finlandês. Contudo, felicite-se a Lotus por ter finalmente acertado em pleno na estratégia pois com ambos os pilotos optou a equipa optou pelo caminho que se revelou o melhor.

A terminar

É de salientar a diferença a que terminaram os 10 primeiros. Por entre 6 equipas, várias estratégias e muita emoção, com a corrida a decidir-se apenas e só sobre a linha de chegada das ultimas voltas, os dez primeiros ficam em pouco mais de 10 segundos. Tão impressionante como o facto de termos sete vencedores diferentes em sete corridas. Penso que o formato atual da F1 é um formato ganhador em toda a linha (embora tenhamos muitas equipas em bom nivel) e não porque lhe mexer. Os pneus são um elemento conseguido, a obrigatoriedade de usar os dois compostos na corrida é bom fator, o Kers e DRS têm desempenhado um bom papel nestas suas novas vidas onde um está mais apurado e outro mais bem calibrado e por fim o formato de Qualificação prova ser um sucesso embora me fiquem duvidas acerca da regra que obriga os 10 melhores a largarem com o composto da melhor volta. Saudações e viva o CANADÁ!!!

Comentários

Re: GP do Canadá: A minha análise
por PoleMann
2 pontos 22:18 | Domingo, 10 de junho de 2012
Sim! Nesse ponto (que me passou por ser ainda mera hipótese) eu também concordo com a proposta da Pirelli, que pelo que sei passa por introduzir um composto de qualificação na Q3. Evita-se assim ter dois tipos de pneus numa fase onde se procura performance máxima (logo não faz sentido figurar um composto que é inferior a outro) e elimina-se ainda a obrigatoriedade (duvidosa e criticável) de os 10 primeiros terem de largar com o composto da melhor volta de Sábado pois esse composto passaria a ser o de qualificação, destinado apenas à mesma. Adicionalmente alargava-se o plano estratégico que atualmente e no caso dos 10 primeiros da grelha é algo estático para o primeiro stint, influenciando consequentemente o(s) seguinte(s). Saudações.
G:P Canada.
por makkinen
2 pontos 22:27 | Domingo, 10 de junho de 2012
Parabens pela excelente análise ao G.P Canada. A RedBull foi quanto a mim a grande derrutada desta prova depois de Vettel ter arrecadado(mais uma)Pole. Grande prova do Lewis,a demonstrar que é um piloto extremamente rápido. Este Campeonato promete.
Re: GP do Canadá: A minha análise
por Walter_Rohrl69
1 ponto 22:03 | Domingo, 10 de junho de 2012
Boa análise. Só discordo na questão dos pneus no parágrafo "a terminar". Acho que a proposta da Pirelli é interessante: fornecer 1 jogo extra para a Q3. Evitava-se estratégias de ficar parado a poupar pneus para a corrida
O furioso Hamilton...
por Anónimo
1 ponto 22:59 | Domingo, 10 de junho de 2012
Muito boa visão da corrida, como é habitual... só não concordei com um pormenor: com essa do furioso Hamilton, porque o Hamilton actualmente é um modelo de auto-confiança e serenidade como nunca antes tinha conhecido. O Hamilton actual está a ter a postura de um grande campeão e sem querer com esta corrida e com a serenidade e lucidez que dá as entrevistas, faz-me recordar Fangio, o meu ídolo de sempre...
desilusão..
por Anónimo
1 ponto 18:41 | Segunda feira, 11 de junho de 2012
granda porcaria de crónica..
FAQ. Como funciona a comunidade no Autosport
Para deixar o seu comentário necessita de ser utilizador registado. O registo é gratuito e demora pouco mais de 30 segundos. Clique aqui  para se registar.

Se por caso já for utilizador registado, clique aqui para entrar. Depois disso, poderá comentar qualquer conteúdo.


Em caso de dúvida escreva-nos para autosport@autosport.pt, seremos tăo breves quanto possível a responder.

Autosport

Qual a sua especialidade preferida nos desportos motorizados?