GP de Espanha: A minha análise!
A Formula 1 está louca... e ainda bem. Cinco corridas, cinco pilotos (e equipas) diferentes a vencer, com esta improvável vitória de um surpreendente Pastor Maldonado com um Williams a mostrar que os garagistas ainda não finaram. Viva à Williams, viva a esta eletrizante Formula 1!!!
Williams... será verdade???
É mesmo! Maldonado venceu esta corrida em grande estilo contra um dos mais reputados e competitivos pilotos da F1 ainda por cima em casa deste. Nunca perdeu o contacto com o Alonso, passou-o na primeira paragem e depois geriu muito bem a vantagem conseguida dando-se mesmo ao privilégio de ter um pequeno azar nas boxes com uma roda. Penso que a esta vitória da Williams não foi alheio o motor Renault, muito melhor que o Cosworth a reeditar a parceria lendária do anos 90 assim como as corridas épicas e saudosas dessa altura entre Schumacher-Hill e Schumacher-Villeneuve. Adorei e penso que só faltou mesmo mais destaque a Sir Frank Williams no final assim como levar o homem ao pódio para receber o trofeu de construtor. Era o minimo que se pedia ao fim de tantos anos afastados da glória.
Os outros
De resto esta corrida resumiu-se (em termos de protagonistas) à Lotus pois os outros ficaram todos incrivelmente longe dos 4 primeiros. Penso que se esperava mais da Lotus e acho que abordaram esta corrida demasiadamente a pensar na estratégia em vez de pensarem mais em tirar toda a performance dos E20. Isso falhou e houve dois pontos chave: no inicio da corrida ao perderem muito tempo nas primeiras voltas e nas ultimas paragens onde falharam ao realiza-las muito tarde quando Raikkonen já há algumas voltas que não tinha pneus. Isso custou tempo ao finlandês assim como a hipotese de ir buscar o segundo lugar a Alonso que no final estava em notórias dificuldades, cortando mesmo a meta com o Kimi colado à sua traseira. Ainda assim o finlandês em 16 voltas recuperou-lhe 13-14 segundos e a Lotus mostra que é a equipa mais consistente e competitiva do pelotão embora ainda nada tenha ganho e perca sempre para algum dos adversários.
Acidentes
No acidente entre Schumacher e Senna eu penso que Schumacher tem alguma culpa pois o Williams do Brasileiro estava lento e Schumacher com um Mercedes velocissimo em reta vai com tudo em cima dele sem se decidir que lado da pista optar. Resultado: na travagem o Mercedes engole o Williams e o acidente é inevitável. Tambem na largada fico com a impressão que Romain Grojean fura um dos pneus a Perez, o mexicano que foi muito azarado nesta corrida a ver-se envolvido numa situação complicada com um mecanico nas boxes que originou o abandono. De resto neste capitulo de sublinhar as várias penalizações por desrespeito a bandeiras que ainda assim não impediram Vettel de fazer uma corrida muito razoável.
Momento da Corrida
Sem duvida as ultrapassagens de Grojean a Senna e de Kobayashi a Button. Dois grandes momentos em que os pilotos foram com tudo e foram bem sucedidos, com manobras de grande precisão e dote a mostrarem alma e talento tanto no piloto da Lotus como no já velho cenhecido destas andanças piloto Japonês da Sauber. Neste caso fiquei mesmo lembrado do GP do Japão 2010 e deixem-me que diga que Button tem neste piloto o seu carrasco, ele que já lhe arrancou pelo menos 3 ultrapassagens grandiosas desde que chegou à F1, duas delas com um Toyota quando o Inglês da Mclaren se preparava para ser campeão e guiava um Brawn GP.
Desilusões e louvoures
A começar a Mercedes com Schumacher a sair de cena bastante cedo após bom arranque e Rosberg a perder muitas posições no final após nova corrida onde esteve apagado. Webber tambem foi outra desilusão sobretudo face a Vettel e Button este Fim de Semana nunca se encontrou ficando mesmo atrás de Hamilton que largou... de ultimo. E é mesmo para Hamilon e a sua recuperação e para Kobayashi com uma boa corrida com o Sauber que vão as minhas ultimas palavras de apreço pelas boas demonstrações. Venha o Canadá pois o Mónaco apesar do seu glamour é pista atipica onde mesmo sem a loucura e indecisão desta temporada temos sempre resultados demarcados do padrão. Saudações Miras.




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